As Irmãs.

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Durante quinze anos de minha vida eu fui filha única, não que meus pais não quisessem ter mais filhos antes, mas minha mãe deve duas complicações em duas gestações após a minha, após a segunda ela entrou uma depressão, então ela apenas superou tudo quando eu estava com onze anos, e ai ela e meu pai iniciarão um tratamento para que ela conseguisse engravidar novamente.

Quando minha irmã nasceu eu já estava naquela fase chata da adolescência em que vocês e tente o rejeito, incompreendido por todos, eu sei que não foi culpa de minha mãe, ela passara por momento ruins na minha infância, meu pai estava sempre lá mas tem momento que uma menina quer a mãe ao seu lado, e a minha estava doente  e não poder estar ao me lado neste momento fazia ela piorar e eu não conseguia compreender isto e logico não ajudava muito.

Hoje eu sei que minha ame sempre me amava, mas naquela época comecei a sentir que ela amava mais a minha irmã do que a mim, e como qualquer adolescente tola me afastei de minha irmã, ai depois veio a faculdade, seria uma desculpa se ela não ficasse a penas meia hora de minha casa, afinal meus pais eram professores universitários, e trabalhavam na universidade que tinha o curso que eu queria, na verdade era a melhor faculdade da área.

Então ir para a faculdade não me afastou de casa, não me afastou de minha família fisicamente, mas minha revolta sem sentindo de adolescente sim, isto nunca possibilitou que eu criasse lanços fordes com minha irmã, além sem dúvida da diferença de idade entre nós duas.

Então minha mãe adoeceu novamente e desta vez foi uma doença seria minha irmã tinha apenas dez anos eu já estava terminando a faculdade, tinha meu emprego meu apartamento, morava próxima da casa de meus pais, mas já não estava lá todos os dias.

Minha mãe piorava a cada dia, os médicos não tinham mais o que fazer por ela, e tudo o que ela fez após saber que não tinha mais muitos messes de vida, foi tentar me aproximar de minha irmã, como fui egoísta, eu já era um mulher eu devia ver que ela fazia isto por amar nos duas, mas não conseguia ver isto estava mal ela estava morrendo ele deve uma vida cheia de problemas de saúde isto era revoltante de mais, eu não tinha mais a desculpa da adolescência, eu já devia ter maturidade para deixar aquelas coisas de lado.

Então quando ela nos deixou eu devia ter ido ate minha irmã, eu sabia que uma mãe faz falta em vários momento, eu sabia que o meu pai também estava arrasado que ele não conseguiria sozinho, ele se esforçava pela a minha irmã como se esforçava por mim, ela fazia tudo por ela, não deixava nada faltar, mas eu sabia que não importava o que ele fizesse ela ainda sentiria falta de nossa mãe, ainda haveria momentos que por mais que ele se esforçasse não seria o bastante e não era culpa deles.

E eu sabia que sento mulher mesmo irmã mais velha talvez ela se sentiria mais segura com a minha ajuda com a minha presença, mas meu coração também estava ferido, eu também estava sofrendo e não conseguia fazer aquele papel por ela, mesmo sabendo que ela não tinha culpa de nada do que aconteceu com a nossa mãe, ela também estava ferida.

Então ela entrou na adolescência, sem uma mãe, com nosso pai se esforçando ao máximo por ela, mas não conseguindo se recupera da perca de nossa mãe, ele se esforçou tanto para nós não percebemos, mas após tudo o que eles passaram juntos como ele poderia se recupera de algo assim?

Eu comecei a levar a sério o tratamento que meu pai pagava dês a minha infância com a psicóloga, na verdade quando cheguei na adolescência eu abandonei, ele nunca me forçou a ir mas sempre insistia que eu devia, mas a idade nos faz ver o que desperdiçamos quando ainda adolescente, se eu tivesse isto antes, bom eu comecei a superar os meus traumas de dores do passado, comecei a tentar me aproximar de minha irmã.

Eu nunca distratei a minha irmã ou a tratei mal, apenas não me esforcei a criar laços de amizade, ela era mais como aquela prima distante que nos vemos poucas vezes, era esta a relação que tinha com ela cordial apenas. Então quando tentei me aproximar, isto apenas a deixou furiosa comigo, eu devia ter visto ali que ela estava muito pior do que imaginávamos, sim ela ia nas consultas com a psicóloga.

Então um dia eu fui para a casa de meu pai, sair mais cedo da empresa por um problema de falta de luz, resolvi comprar um jantar para nós queria contar para meu pai que meu namorado me pedia em casamento era para ser um dia feliz.

Quando cheguei lá estava tudo em silêncios, todas as luzes apagadas, fui direto para a cozinha preparar o jantar, este fui o meu maior erro aquele dia. Meu pai chegou alguns minutos depois, esta foi a sorte, ele falou comigo e perguntou de minha irmã eu falei que chamei e ela não apareceu pensei que não estava, ele subiu as escadas correndo.

Ela estava na cama desmaiada, a respiração fraca, a pulsação também,  eu não esperei meu pai falar, sou enfermeira de primeiros socorros em empresas sorte, sabia o que fazer não precisei ver a agulha no chão para saber o que estava acontecendo, conseguir reanimar ela, mas a pulsação e a pressão ainda estavam fracos de mais, já havia socorrido colegas naquelas situações, sabia que ele ainda estava mal, ela ainda corria risco de morte.

Levei ela par ao hospital que levamos os funcionários que sofre algum acidente ou passam mal por quaisquer motivos, sabia que a equipe de lá sábia o que fazer em uma situação como aquela, e ela ficou bem, não ela não ficou bem ela sobreviveu, ela superou o que talvez foi o pior momento da vida dela.

Sim talvez aquela situação também fui minha culpa, talvez se eu estivesse mais próxima dela, se tivesse resolvido as minhas questões as minhas dores andes poderia ter ajudando ela, poderia ter estado ao lado dela de uma forma melhor, ela sobreviveu mas eu sabia que não estava curada, eu sabia que a jornada para cura ainda era longas, tinha raiva de mim de só perceber o quando eu fazia falta na vida dela depois de quase a perder.

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Foto por Pixabay em Pexels.com

 

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