Paralisia do sono.

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Acordei no  meio da noite mais uma vez, aquele velho pesadelo, estavam piores nos últimos messes, a paralisia do sono sempre vem junto, a angustia de não conseguir me mexer na cama, as imagens do pesadelo se misturando com a realidade do meu quarto, eu sei que é apenas um pesadelo eu sei que não são demônios e apenas o meu corpo que ainda está dormindo, mas a angustia não conseguir me mexer com a imagens loucas do pesadelo sempre me deixam com medo, sinto o meu coração disparar o suar frio correndo pelo meu corpo, naquela noite foi ainda pior demorei ainda mais para me mexer, a chuva batendo em minha janela apenas piorou a situação, os latidos do cachorro do vizinho só completava o cenário macabro que minha mente pintava para mim.

Quando finalmente me liderei da paralisia não havia mais motivos para permanecer na cama meu coração ainda estava despertado eu não iria voltar a dormir, eram cinco horas da manhã meu pai normalmente estaria na cozinha preparando o café, mas minha casa agora estava vazia eu era a única moradora daquela casa enorme, no andar de baixo não teria o meu pai para ir comigo do pesadelo das alucinações da paralisia, meu pai não podia mais acalmar meu coração. Talvez permanecer naquela casa após encontrar meu pai sem vida na cozinha após uma parada cardíaca fosse um erro, devia ter feito como meu irmão falou, vender a casa ir para longe de meu quarto, talvez os pesadelos parariam, talvez as paralisias parariam talvez eu começaria a acordar como uma pessoa anormal com calma depois de uma noite bem dormida, mas preferir permanecer naquela casa permanecer com meus pesadelos.

Eu sabia que não era culpa da casa os meus pesadelos, mudar não iria fazer eles pararem, mudar não iria acabar com a paralisia, sim seria mais fácil descer para tomar o café sem me lembrar de meu pai. Porem eu sentia que era importante para mim permanecer ali, existia algo naquela casa que eu não poderia simplesmente deixar para trás, eu estava ligada aquela casa me mudar dali seria como morrer aos poucos eu iria ficar ai iria encontrar uma forma de conviver com meus pesadelos com minha paralisia mas não poderia encontrar uma forma de sobreviver longe daquela casa. Nunca falei isto para minguem todos já me acham loucas falar este tipo de coisa era confirmar.

Me sentei no sofá, olhava pela janela para a casa do vizinho o cachorro dele está na parte coberta do quintal eu não conseguia ver por que ele latia a chuva diminuía me aproximei da janela para ver melhor. O cachorro nunca latia daquela forma estava tão bravo desesperado, ele era o mais calmo da rua tinha que haver alo de errado ali não era possível não ver nada. Era cinco e meia o sol logo iria começar a nascer a chuva parara a rua estava deserta e o cachorro ainda latia descontrolado, corri o risco fui até a porta da frende e a abri.

Levei alguns segundo para ter certeza do que via, o meu pesadelo estava na minha frende eu não estava dormindo eu sentia o vento gelado em minha pelo, uma goteira da calha em meu ombro, o molhado do chão nos meus pês descalços, o calor de minha urina correndo pelas minhas pernas, eu não estava dormindo, eu estava apavorada eu conhecia aquele fantasma branco, ele apareceu em meus pesadelos todas as noite, eu não estava dormindo, ele era real ele estava parado a minha frene eu so precisava levanta a mão e o pegaria. Eu não estava dormindo e eu sabia que a rua todo ouvirá o grito alto e agudo que o fantasma soltou e depois saiu voando para longe. A cachorro parou de latir.

Levei um tempo para conseguir entrar novamente, correi para cima domei um banho longo na banheira, meu coração não diminuía o ritmo eu iria ter um treco não tinha como pedir ajuda quem iria acreditar que o monstro de meus pesadelos era real? Sirenes começaram a soar sair do banho vestir um rouba qualquer e fui ver o que era, os meus vizinhos da frende os donos do cachorro, me aproximei para ver o que era o homem falecera uma parada cardíaca enquanto dormia, na noite que meu pai morrera eu também tive o pesadelo a paralisia, o cachorro também latia não podia ser o acaso, era o fantasma era o meu pesadelo que matava as pessoas.

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paralisia

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