Maior que o necessário.

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Eu estava literalmente furiosa no banco de trás de o carro, estávamos nos dirigindo para uma região extremamente quente do pais e mesmo assim eu estava com uma blusa de frio com um capuz cobrindo o meu rosto, meu irmão mais velho estava no banco do passageiro da frente enquanto nossa mãe dirigia o carro, eu o via as vezes me olhando pelo retrovisor e rindo da minha cara, como ele podia estar feliz com aquela situação? Estar naquele carro era a pior coisa que poderíamos fazer. Mudar de estado não iria trazer o nosso pai de volta, mudar de casa não nos varia simplesmente esquecer da dor que estávamos sentindo, mudar só iria piorar ainda mais as coisas, pois nesta anova cidade eu estava sozinha morando em uma casa antiga longe de tudo.

Não é exagero quando eu falo que a casa fica longe de tudo, nos cruzamos uma cidade passamos em frente a minha nova escola, só depois de uma hora chegamos a nossa nova casa. Sim uma hora de distância da escola serei obrigada a madrugar todos os dias. Minha mãe como sempre iria trabalhar de casa em seu estúdio para ela a casas ficar tão longe era maravilhoso, meu irmão já tem o seu próprio carro que estava sendo guiado pelo nosso tio que seguia logo a nossa frende. A escolha daquela cidade era culpa de nosso tio ela morava lá a alguns anos, por que um advogado formado em uma faculdade tão boa resolve ir trabalhar em um fim de mundo como aquele, e por que entre todas as casas da cidade ele foi convencer a minha mãe a compra aquela?

Chegamos na casa a corretora nos esperava, uma mulher baixa olhos castanhos, cabelos presos em um coco atrás da cabeça, um sorriso largo, não ouvi o que ela tinha a disser pelas fotos sabia exatamente onde a equipe de mudanças montara o meu quarto novo, a única coisa boa e que pode decorar  o meu quarto livremente e ele era maior que o anterior e eu teria uma banheiro só para mim ali. As caias com os meus pertences estavam espalhadas pela o chão, eu sabia que nos carros ainda havia caixas que precisavam ser levadas para dentre, ignorei isto e me sentei no buff de frente a janela. Peguei meu caderno de desenhos e fiquei rabiscando coisas aleatórias quando o meu irmão entrou no quarto, estava com o meu fone de ouvido e não o ouvi entrar, ele tirou o meu fome e com a voz seria me encarando falando.

-Você só está fazendo a mamãe se sentir ainda pior, não foi culpa dele que o papai morreu, não foi culpa dela que ele nos deixou sem dinheiro, sei que você não gosta de ouvir mais nosso pai estava doente, estava louco ele acabou com tudo o que tinha, e foi culpa de todos nós demorar para aceitar que ele precisava de ajuda. Então sai dai e ajuda a arrumar as coisas.

Como eu odiava ouvir aquelas coisas, não eram mentira meu pai realmente ficou louco, não exatamente louco mas sim uma consequência de um câncer no cérebro, nós não sabíamos quando exatamente começou apenas que ele começou a agir estranho e não sabíamos por que, só percebemos quando ele começou a falar de pessoas o perseguindo e quando minha mãe viu que a conta do banco estaca quase zerada e as parcelas de nossa casa não haviam sido pagas. Sim a mudança não era culpa dela, mas ela era casada com ele a tanto tempo como que ela não viu que ele estava doente? Como eu não vi que ele estava doente.

Eu desci peguei apenas a minha ultima caixa no carro, quando subia as escadas para o meu quarto que ouvir pela primeira vez, passos no sótão, talvez o meu tio estaria lá vendo as coisas, fui para o meu quarto e tirei tudo das caixas e organizei tudo ignorei quando minha mãe me chamou para o jantar, terminei a minha arrumação já era quase meia noite, meu estomago roncava. Resolvi descer e comer algo e aproveitar para dá uma olhada na casa. Aquele sem duvida havia sido um grande negocio a casa era grande quando uma mansão duas sala de star, uma sala de jantar, um escritório e uma cozinha no andar de baixo, no segundo cinco quartos, todos com seus próprios banheiros o da minha mãe era o maior com as janelas voltadas para o lago atrás da casa o meu era o segundo maior voltado para a frende da casa os outros ter tinham o mesmo tamanho, o meu irmão estava ao meu lado o quarto ao lado do de minha mãe ela transformará em seu atelier e o ultimo ficara vazio. Ao lado deste a escada que leva para sótão, uma casa muito maior do que realmente precisávamos. Além da casa tinha uma cabana no fundo para itens de pesca bem próximo do lago, além de uma piscina com um tamanho considerável, para o calor que fazia naquele lugar uma piscina era muito útil.

Quando cheguei na cozinha o meu prato estava montado no micro ondas, esquentei, comi de pé de frente a janela atrás da pia, barulho de passos forte atrás de mim, olhe para trás não tinha minguem, terminei de comer rapto e subir de volta para o meu quarto e novamente ouvi passos no sótão. Me troquei e me enfiei debaixo dos lençóis, mas adormeci rapto eu estava realmente cansada da viajem e da arrumação. Meu irmão me acordou na manha seguinte acordei com ele me olhando e falando.

-Pelo menos deu um jeito no seu quarto, ficou bom as coisas aqui. Agora desça e ajude a arrumar a resto da casa, amanha nos iremos para escola precisamos deixar as coisas o mais arrumado possível para nossa mãe, e não irei deixar você fugir do café da manhã com nossa mãe. – Ignorei o que ele falou em partes e perguntei.

-Ondem eu ouvi passo no sótão alguém subiu lá para colocar caixas- ele de   ombros pegou a minha mão e me puxou para fora da cama enquanto falava.

-Minguem subiu, a porta esta trancada, pode ser apenas algum bicho depois pego a chefe com a mãe e dou uma olhada.

Não tive muita escolha além de descer, achei que minha mãe iria me dar mais um longo discurso de como aquela mudança iria ser boa para nós, em como aquela nova casa e o novo clima iria nos fazer sentir melhor. Ao invés disto ela ficou em silencio comento o seu café, depois começou a arrumar a cozinha eu não puxei assunto fui para a sala e comecei a tirar as coisas das caixas , nós não tínhamos coisa suficiente para as duas salas então simplesmente deixamos uma vazia assim como o escritório, aqueles cômodos vazios me deram uma má impressão, então fechei as portas que levavam  para estes cômodos. Estava de costas para a outra sala e novamente os passo agora vindos dela, pensei que poderia ser o meu irmão me provocando, então ele entrou na sala vindo do outro lado na mesma hora fui ate a porta da outra sala e a abri estava vazia, meu irmão veio para o meu lado e perguntou.

-Algum problema nesta sala também? O sótão estava vazio. -Olhei para ele e falei.

-Tinha certeza de que você estava ali dentro, ouvir alguém andando aí dentro batendo os pês no chão achei que era você me provocando.

-Acho que você está apenas cansada, a casa é velha é normal que cassa como estas fazem barulho, amanha com a escola e mais coisas em sua cabeça estas coisas irão sumir.

Ele deixou a sala eu não quis fazer nada mais foi com este pensamento que não víamos que nosso pai estava mal, mas eu não estava sentindo mais nada, nunca tive uma dor de cabeça, eu estava chateada e cansada talvez fosse realmente apenas isto. Passamos o dia todo arrumando as coisas, não tínhamos muita coisa na nossa casa antiga que era bem menos, muitas coisas deixamos para serem vendidas assim como os noveis que ficariam pequenos nos cômodos grande da nova casa, todas as coisas novas eram de segundo mão em sua maioria mas minha tia que nos ajudou na decoração escolheu realmente coisa que estavam em bom estado.

Após o jantar finalmente subi para o meu quarto sentei em meu buff na frende da janela com meu caderno de desenho, então eu vi um homem próximo a orla da floresta que ficava do outro lado da estrada, ele estava vestindo um sobretudo e um chapéu, trajes estranhos para o clima daquele lugar. Como se ele fosse feito de fumaça desapareceu então os passos no sótão mais altos mais fortes. Sai do quarto e fui para a porta que dava para as escadas do sótão estava trancada, meu irmão me ouviu no corredor saiu de seu quarto e falou, não ouvi o que ele falou pois levei um susto e dei um grito.

-Calma sou só eu… você ouviu os passos novamente? -Fiz que sim com a cabeça e contei do homem do lado de fora também, nossa mãe sairá de seu quarto provavelmente o meu grito a vez ir ver o que acontecia, em um tom de voz atípico para ela, sério e grave e ligeiramente melancólico.

-Não tem nada aí em cima vão dormir que amanha vocês precisam sair cedo, você levar a sua irmã para a escola tenho muito trabalho para fazer amanhã.

Fomos para os nosso quarto na mesma hora, meu irmão ano me falou nada, mas eu sabia que ele pensara o mesmo que eu, aquela não era a nossa mãe, ela não era uma pessoa seria muito menos melancólica, se me ouvia gritar ela corria e me abraçava na mesma hora, ela jamais deixaria de me levar para a escola em um dia como aquele em que começaria em uma nova escola. Talvez ela não estivesse mãos aguentando a dor de tudo o que nos aconteceu, após a morte de meu pais ela ficou dois dia trancada em seu quarto, quando saiu de lá foi para nos contar da mudança com a sua animação de sempre e fora a animação para toda aquela situação que mais me chateará, não ela não estava caindo já se passará dois messes, algo estava errado eu não tive dúvidas.

Na manhã seguinte ela continuava seria e sem falar nada, ela estava com orelhas não fez o café da manhã caprichado de sempre, nos serviu e deixou a cozinha ignorou a meu irmão falando de assunto dos quais ela sempre sem empolgava quando alguém puxava o assunto. Quando meu irmão se levantou para ir para o caro eu o seguir na mesma hora. Eu não esperei estamos longe de casa.

-Ela está mal é minha culpa, eu não devia ter me revoltado desta forma com ela e com a mudança eu devia ter apoiado ela….

-Não é sua culpa ela não nos deu escolha, ela decidiu tudo e jogou em nossas cabeças, você pode ser uma artista como a mamãe porem tem a personalidade do papai, fechada e na sua, mas tem algo muito estranho eu vou de deixar na escola se perguntarem por mim lá fala que precisei ficar em casa para ajudar a mamãe, eu irei na casa de nosso tio os dois são bem próximos tenho certeza que ele consegui falar com ela e ver o que está acontecendo.

Eu não gostei da ideia de ir para a escola queria ir à casa de nosso tio, mas a escola ligaria para nossa se os dois não aparecesse no primeiro dia. Acabou que mal prestei atenção nas primeiras aulas, na hora do almoça uma garota veio até a mesa em que estava sentada, ela se sentou na minha frende olhou nos meus olhos e perguntou.

-Como é morar na casa da dona morte? – olhei para ela e falei.

-Pelo o que sei é uma casa normal, -Acho que os amigos dela estavam esperando eu gritar ou expulsar ela quando não o fiz eles se sentarão a minha frente.

-Vocês se mudarão sem saber que o espirito da dona morte vive naquela casa e quando alguém vai morar lá ele possui o novo morador e depois de alguns dias começa a matar a todos que entram na casa? -eu ir da historia sem duvida eles queria apenas pregar uma peça na aluna nova, mas não pode deixar de pensar nos passo e no homem estranho do outro lado da rua. Comecei a falar de assuntos aleatórios com o grupo, perguntar sobre os professores e sobre as aulas, gostei do grupo, mas eles me deixaram mais preocupada ainda. Minha mãe mudara quando chegamos na casa será que a asa realmente era mal assombrada?

Ao final da aula meu irmão estava na porta me esperando em seu carro, entrei correndo quando o vi, seguimos para casa ele me disse apenas que nosso tio estaria lá quando chegássemos, estava na dúvida se contava para ele o que ouvi na escola talvez não fosse nada além de um trote para me deixar com medo sem dúvida ele iria rir de mim se lhe contasse sobre isto levanto a história a sério, então contei que um grupo de alunos tentou me pregar uma peça e contei a historia de forma divertida e rindo, meu irmão não rio em momento algum quando faltava pouco para chegarmos em casa ele diminuiu a velocidade e falou apenas uma frase que congelou o meu coração.

-A história de seus amigos é verdade.

Ele acelerou novamente e chegamos em casa, o homem de chapéu estava na porta de nossa casa foi até o carro assim que chegamos, ele abriu a porta para mim e estendeu a mão para me ajudar a descer, havia barulho vindo da casa, a corro de nosso tio estava estacionada na frende da casa, eu pode ouvir a voz dele vindo da casa ele falava com nossa mãe. Homem deu a volto no carro e falou em voz alta.

-Tem certeza de que é uma boa ideia a sua irmã está aqui? -Meu irmão olhou para mim soltou um suspiro e falou.

-Nossa mãe sabia do espírito da dona morte, ela aceitou o pedido de nosso tio para ela se tornar a hospedeira, nosso tio falou com ela muito antes de nosso pai adoecer, ela seria a pessoa perfeita antes da morte, mas agora a dor que ele sente por tudo o que nos aconteceu a esta enfraquecendo o espirito da morte está dominando a nossa mãe e não o contrário. Este homem ele sempre ajuda o héspero a dominar a morte, precisamos eliminar a maior dor de nossa mãe neste momento, creio que a dor que ela sente é pensar que você a odeia pelo o que aconteceu.

No dia que ela nos contou sobre a mudança eu disse isto a ela que a odiava, eu soube o que fazer naquele momento corri para a casa minha mãe estava com uma área negra em volta dela, meu tio tentava acalmar ela porem ela gritava com ele coisas horríveis, eu corri para ela eu a abracei falei apenas, “eu te amo mãe sei que você não deve culpa, eu preciso de você.”. Ela foi se acalmando, eu sentir ela me abraçar de volta, olhei para ela lagrimas corriam de seus olhos, eu soube que ela estava de volta, e naquele dia eu me tornei a filha da dona morte.

 

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